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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Móveis de Papelão

       


     Certa vez fui a um WS no studio do meu querido Prof. Felipe Denuzzo, e na recepção haviam 2 poltronas (ou cadeiras?) de papelão!! Sim, papelão! Confesso que sentei cheia de curiosidade mas um medão daquela poltrona amassar, entortar ou me derrubar (olha q sou levinha!), mas que nada, a bicha aguentou bravamente!!! É firme como madeira! 

      Criativo, bonito, barato, ecológico, permite fazer várias customizações (eu já quero sair customizando o mundo rs), fácil de transportar, na hora da mudança facilita absurdo!

Então selecionei uns modelos bem bacanas pra vcs se inspirarem e entrarem nesta onda alternativa!





Aviso: é um post de passar maaaal, do tipo: quero tudo!!!
Também longo, se vc não gosta de conteúdo e imagens, 
está no post errado! rs





☞ Frank Gehry 


      O trabalho mais antigo e reconhecido por muitos como os primeiros moveis feitos de papelão deve-se ao arquiteto Frank Gehry com a serie experimental de poltronas e chiasse lounge Easy Edges desenvolvidas entre 1969 e 1972. O processo construtivo de Gehry se baseia em duas técnicas de tratar o papelão: a primeira por unir as lâminas por meio de parafusos embutidos e a segunda por colagem de volumes predeterminados unidos para criar uma forma de uso.
     *Vencedor do Prêmio Prietzker em 1989, Frank Gehry, arquiteto expressionista pós-moderno e descontrutivista, nascido em Toronto, Ontario, Canada em 1929 de pais judeus, canadense e naturalizado americano.
     Antes da Arquitetura, estudou Artes Plásticas, formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela University of souther California e em Planejamento Urbano pela Harvard University, Frank Gehry iniciou sua carreira e produção em Los Angeles, no ano de 1962, com o escritório até então intitulado Frank O. Gehry and Associates.
Conhecido por sua arquitetura formalista, escultural, pictórica, apresentando frequentemente curvas feitas em metal que no entanto, são originadas inicialmente a partir de pedaços de papel cortado e uma boa imaginação.
       Seu estilo desconstrutivista de projetar começou a emergir por volta da década de 70 quando, impulsionado por uma visão particular de ver a arquitetura passou a ousar na composição entre diferentes materiais e formas. Passou do concreto maciço à utilização de madeira compensada e placas de aço para a criação de não apenas prédios, mas sim, verdadeiras esculturas funcionais. 

       Assim como muitos arquitetos contemporâneos, Gehry ampliou sua visão para além de tijolo e argamassa e, exercendo a função de Designer de produto, colaborou com artistas como Claes Oldenburg e Richard Serra, na concepção relógios, bules e uma linha de jóias para a Tiffany & Co. com peças inspirada nos peixes, que, segundo Gehry, são vidas que habitam o planeta há muito mais tempo que nós humanos.

      No design de mobiliário houveram algumas peças concebidas em papelão e madeira compensada desenhadas para a Vitra (cuja sede foi projetada pelo próprio Gehry) e, um conjunto de móveis em resina polímera desenhadas para a DWR (ambas marcas conceituadíssimas ná área de mobiliário).

      Principalmente devido a ousadia e utilização de materiais diferenciados em projetos como o Disney Concert House e o Guggenheim Museum, Frank Gehry ganhou notoriedade na mídia, tendo inclusive uma pequena participação na série ‘Os Simpsons’ , e hoje é um dos arquitetos mais discutidos no mundo arquitetônico.

*fonte: http://portalarquitetonico.com.br/frank-owen-gehry/
          http://www.moma.org/collection/artist.php?artist_id=2108


Divulgação 





      **Somente após 15 anos, Frank Gehry voltou a produzir móveis de papelão (sua primeira produção, de 72, fez tanto sucesso que ele decidiu, na época, desativar após apenas 3 meses, pois temia que esta atividade atrapalhasse sua carreira como arquiteto...).
          Nesta nova linha, a Experimental Edges, Gehry utilizou uma técnica diferente, criando móveis mais volumosos, com acabamento mais rugoso. Esta série teve uma edição limitada e foi vendida por altos preços em galerias de arte.











☞ Eric Guiomar e DY Creations 


      Na década de 1980 o artista frances Eric Guiomar junto com um coletivo denominado Cartonnistes criaram a DY Creations e passaram a desenvolver  móveis e objetos de uso de papelão com uma técnica diferente de Gehry. O papelão passou a ser usado inteiramente como era fabricado, as superficies das laminas estruturavam e davam a forma definitiva do objeto de uso.  Não eram experiencias formais como as de Gehry, mas o de mostrar que o material podia e devia ser usado como mobiliario e o intuito eram mostrar o material de forma explicita, a sua resistencia de uso, a sua leveza e potencial estetico. Com a continuidade, o grupo passou a pintar as lâminas e fazer moveis de todas as categorias de uso.










         Eric Guiomar e os Cartonnistes foram os primeiros a mostrar o potencial criativo e de uso do papelão, de forma explicita e sem medo de errar.
         E provaram que podia ser usado para moveis de qualquer categoria de uso, como estantes das mais variadas formas e usos.
    Podia ser uma escrivaninha com gavetas como qualquer outra e até armários. Inacreditável!!!
         Nessas estantes de paredes, Eric Guiomar e os Cartonnistes brincaram com a forma de uso e mostraram a excelência do material para suportar grande pesos.




 Daniela Bueno 


      Foi pensando em desenvolver móveis de baixo custo, duráveis, com design e que pudessem ser reciclados que Daniela Bueno começou a usar o papelão como matéria-prima. Assim nasceu a marca “100’t” que nas palavras de Bueno fabrica: “móveis que causam menos problemas na consciência e no meio ambiente”.
      Hoje a marca conta com um time de engenheiros e designers que desenvolvem toda coleção, feita inteiramente, sem cola, somente com recortes e dobraduras o que simplifica muito a montagem e a armazenagem das peças.

Foi essa a cadeira que sentei!!!! A cadeira de adulto da 100t Inteligente, R$ 75 (obs: Brasil, logo os preços variam...), pode ser remontada  várias vezes:


Divulgação



Dá uma conferida nestas peças (!!!):























Divulgação











☞ Jason Iftakhar 










Vc acha que passou mal o suficiente??? Não! Tem mais!!! As criações de Giles Miller são absurdamente lindas, elegantes e criativas! Eu como apaixonada por patronagem, textura e afins, surtei ao conhecer o trabalho dele! Nem só com papelão Miller trabalha, mas com um mix de materiais interessantíssimos, como tecido, metal, etc.

Minha carinha:





☞ Giles Miller


         Giles Miller compunha o time da (ao menos quanto fiz este post a primeira vez) - Farm Designs 
(um coletivo de design inglês composto por Giles Miller, Alexena Cayless, Guy Brown e Sebastian Denver que realiza inúmeros móveis usando papelão, dentre outros materiais.)







(ps. passei mal!! LINDO!)












Olha ele aí "divando" em meio as suas criações!!


 ☞ BRAVAIS POLTRONA SOFÁ RADIOLARIA

         ***A poltrona de Bravais e o sofá Radiolaria fazem parte da gama de mobiliário que emergiu como parte de um projeto de colaboração entre o artista Richard Sweeney no estúdio Lazerian, Manchester e designer de móveis Liam HopkinsOs designers se restringiram ao uso de papelão ondulado, originado localmente fábrica de John Hargreaves em Belo Horizonte, que produz papel de celulose reciclada usando máquinas originalmente instalado em 1910. O favo de mel sofá e poltrona são liberados em interiores 2010 com bloco de Designers a NEC Birmingham, 24-27 de janeiro de 2010.


       O design de processo envolvida experimentação com formas colunares, que foram inspirados por formas estruturais na natureza, incluindo um ninho de vespas e a estrutura cristalina de organismos microscópicos do mar conhecido como Radiolaria. Foram utilizadas as técnicas de desenho do computador para gerar o formulário da mobília usando triangulares colunas, que foram orientadas a utilizar as propriedades estruturais do cartão. Os componentes individuais foram extraídos do modelo virtual para criar layouts planas, que foram impressos para criar modelos para transferência para os cartão-sobre dois mil componentes eram mão cortados e colados juntos para criar o sofá do favo de mel
***Fonte: http://www.lazerian.co.uk/projects/bravais-armchair-and-radiolarian-sofa.php


A poltrona Bravais:






Sofá Radiolaria:












☞ Joost van Bleiswijk




Já o designer holandês Joost van Bleiswijk montou todo o mobiliário da agência de propaganda Nothing, em Amsterdã, com papelão. São 1.500 pedaços e 500 m² de papelão, fixados sem nenhuma cola ou parafuso.













☞ Artistas diversos e suas Obras:




          A Kikki, do blog Whimsy-Girl, recebeu a notícia que um amigo ia lhe fazer uma visita, logo ficou super animada de recebê-lo. Mas, sem espaço, tempo e dinheiro (#muitoeu), mesmo assim ela não desanimou: Teve a feliz ideia de transformar um porão cheio de caixas em um quarto muito bem decorado, aconchegante e divertido.
        Ela organizou o espaço e transformou as caixas de papelão em uma mobília incrível. Kikki criou uma cabeceira para o colchão inflável, uma mesinha de cabeceira – detalhe: com “duas gavetas” – vaso, abajur, quadro, e teve o cuidado de criar um porta retrato e até um relógio tudo feito com papelão e com caneta permanente preta.
Olha só como ficou:







É muita criatividade e amor no coração é gente? ♥






Do estúdio de design Sanserif Creatius:









 Designs of David Graas





O Pufe Papelão Floral Branco, da designer Sabrina Arini, recebeu  aplicação de adesivo em vinil e aguenta até 100 kg. À venda por  R$ 300 na Gift Express


Divulgação



Mesa de centro Conversation Table, feita pelo designer americano Leo Kempf
Divulgação


 Arquiteto suíço Nicola Enrico Staubli, do site Foldschool.

Divulgação











 
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