domingo, 28 de abril de 2013

Sensor - O que é? Como limpar?

Existem muitos post bem escritos explicando sobre Sensores e limpeza destes, então eu não vou escrever naaaaada rs e sim divulgar quem já fez o lance muito bem feito! 
 Selecionei alguns, no capricho,  explicando o que é sensor, as diferenças, como é que se limpa, incluindo um vídeozinho mostrando #comofaz! (mas é pra quem sabe fazer mesmo, se não vc  pode é danar sua máquina  rs)


onde-esta-o-sensor-camera

O Sensor

O sensor fica na sua câmera digital no mesmo lugar onde ficava o filme na câmera analógica. Quando você tirava uma foto o filme rodava e ia para a próxima pose. O sensor não “roda”, ele manda a foto para o processador da câmera que manda para o cartão de memória, assim sua câmera fica pronta para a próxima “pose”.

É o sensor que vai definir a qualidade da sua imagem final. Entenda melhor os tipos e tamanhos de sensores e compre uma câmera que supra suas necessidades.

Os tipos de sensor:



  • Uma compacta como a Sony Cybershot tem um sensor de 7.2 x 5.3 mm
  • Uma câmera DSLR como a Canon Rebel XT tem um sensor de 22.2 x 14.8 mm
  • Uma câmera DSLR como a minha Canon 20D tem um sensor de 22.5 x 15.0 mm
  • Uma câmer Canon 5D Mark II tem um sensor de 36 x 24 mm
  • Uma câmera Nikon D3X tem um sensor de 35.9 x 24 mm



Full Frame x Cropadas


Existem basicamente dois tipos de sensor – CMOS e CCD. A diferença entre CCD e CMOS está nos materiais e tecnologia adotados.
O sensor do tipo CCD (Charge Coupled Device - Dispositivo de Carga  Acoplada) tem uma boa aceitação no mercado por ser mais sensível em situações de pouca luz e por criar imagens mais nítidas (menos ruído, mais nitidez e boa recriação de cores). Por outro lado os sensores do tipo CCD gastam muito mais bateria do que os sensores CMOS e tendem a ter resultados um pouco piores em situações de muita luz.
O sensor do tipo CMOS (Complementary Metal-Oxide Semi-conductor - (semicondutor de óxido metálico complementar) tem a vantagem de consumir muito menos bateria e de ser muito mais barato (o que significa que câmeras que usam CMOS tendem a custar menos). Porém a nitidez final, principalmente em situações de pouca luz, não tem uma qualidade superior ao CCD – trazendo principalmente mais ruído.

Quanto maior o sensor melhor será a nitidez da imagem final – mais pontos de luz verdadeiros serão transformados em imagem.
Vamos ver uma comparação:
Como você pode ver as câmeras consideradas hoje as melhores do mercado têm um sensor de qualidade e do tamanho de filme.
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Canon 5D VS Canon 20D Moldura Completa Versus colhido Sensor Lente 490x326 Moldura Completa Camera vs colhido Sensor

Vantagens das Full Frame
1. Uma Grande Angular fica real, oferecendo bastante ângulo de visão.
2. O sensor maior oferece menos ruído se compararmos com uma cropada de mesma quantidade de megapixels (quanto mais megapixels “apertados” em menos espaço, mais ruído.)

Vantagens das Cropadas
1. Uma tele fica “mais tele”, tendo mais aproximação.
2. A maioria das lentes acaba realizando um pouco de vinhetagem e distorção nas bordas. O sensor cropado corta essas bordas com “defeitos.”






Como Limpar seu Sensor

Sensor sujo dá realmente nos nervos e mais cedo ou mais tarde o seu vai sujar.  Sim, vai. Tire uma foto em f.11, f.22 ou mesmo em f.8 contra um céu limpo ou uma parede branca... tcharaaam! Vão aparecer aquelas  manchas esquisitas e ingratas em sua foto = sensor sujo = #desgosto. Acompanhe o post do Geraldo Garcia explicando direitinho um dos "dramas fotográficos":

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Platis Gialos, Mykonos - Poeira no sensor visível em f:8.0


“Porque isso acontece com as DSLR e não com as digitais “compactas”?
Simples! As compactas são totalmente fechadas, a poeira não entra. Nas DSLR nós trocamos as objetivas, nesse momento entra ar com poeira na câmara do espelho. Quando colocamos a objetiva prendemos o ar com microscópicas partículas de poeira lá dentro. Essa poeira acaba se depositando nas paredes e no espelho. Ao fazermos uma foto o espelho levanta “abanando” a poeira, o obturador se abre expondo um sensor que está carregado eletricamente. Por atração eletrostática a poeira gruda no sensor e fica por lá. Quando que ela vai sair? Se você não tirar, NUNCA!

“Porque nas SLR de filme isso não acontece?”
O filme não gera uma atração eletrostática, mesmo assim alguma poeira sempre gruda. Mas o filme anda. A pouca poeira que gruda naquele fotograma vai embora com ele, já o sensor fica e só vai acumulando cada vez mais.

“Porque poeira ou mesmo fungos ou riscos em uma objetiva não aparecem na foto e a poeira do sensor aparece?”
Simples, as partículas de poeira ou qualquer outra coisa nos elementos da objetiva estão muito próximas do centro ótico da objetiva, uma área onde o foco é impossível fazendo com que coisas tão pequenas simplesmente desapareçam. Já a poeira no sensor está exatamente no plano de foco e como os foto-sensores são microscópicos, uma partícula acaba tapando alguns.

“Mas e o sistema de autolimpeza de algumas câmeras, isso não resolve?”
Ajuda, mas não resolve. De algum tempo para cá praticamente todas as novas câmeras estão sendo lançadas com um sistema de autolimpeza onde o filtro “low-pass” que fica na frente do sensor é revestido de uma camada antiaderente e vibra intensamente durante alguns segundos quando a câmera é ligada/desligada para desgrudar grãos de poeira que cairiam em uma faixa de material adesivo no fundo da câmara. Mas isso funciona? Em parte sim e em umas câmeras mais que em outras, mas em nenhuma esse sistema impede totalmente a aderência de poeira. Na melhor das hipóteses vai te deixar livre dos grãos gigantes e aumentar o espaço de tempo entre uma limpeza manual e outra.


Próximo passo: “Como eu descubro se meu sensor está com poeira?”
Faça uma foto DESFOCADA de um fundo UNIFORME (céu azul, folha de papel em branco, etc) em f22 ou na abertura mais fechada que você tiver. Vasculhe a foto no computador em zoom de 100%. Se quiser facilitar faça um “autolevels” no Photoshop, isso destaca mais a poeira.
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Levou um susto? Calma! Se tem poucos pontos pequenos dificilmente eles aparecerão em alguma foto. Mas alguns “pedregulhos” acabam incomodando. Algumas câmeras vem de fábrica já com bastante poeira no sensor.

“E como se limpa?”Bom, primeiro vale lembrar que NENHUM fabricante recomenda que a limpeza de sensor seja feita pelo usuário. Na verdade eles avisam que esse processo anula a garantia da câmera. Mas… eles limpam pra você(!) e cobram… e demora… e fazem o mesmo processo… e muitas vezes fazem malfeito. Parece brincadeira mas é sério. Já li vários relatos de usuários no Brasil e nos EUA que mandaram a câmera para limpar o sensor e receberam de volta com mais poeira. Por isso acho que a única alternativa é o usuário se informar, pesquisar, se munir dos produtos certos e fazer a limpeza.
Se sua câmera possuir o recurso de limpeza automática, você pode aciona-lo algumas vezes e ver se melhorou. No geral, quando a poeira começa a incomodar e aparecer nas fotos é poque a limpeza automática já não está adiantando.
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O único método manual recomendado pelos fabricantes é pouco eficiente mas deve ser o primeiro a ser tentado: Limpar o sensor usando a bombinha de ar (melhor uma “bombona”). Não use “sopro” ou ar enlatado (como dust-off) líquidos podem espirrar no sensor e aí… Segue um “passo a passo”:

1 – Retire a objetiva.
2 – Se sua câmera possuir um “modo de limpeza manual” (todas as atuais possuem) ative-o pelo menu. Garanta que está usando uma bateria totalmente carregada. Isso irá levantar o espelho e abrir (e manter aberto) o obturador.
3 – Segure a câmera na sua frente, um pouco acima da sua cabeça, com a frente (e o sensor) virada para baixo (deixe a gravidade te ajudar no processo).
4 – Usando uma bombinha (alguns chamam de “fuc-fuc” ou “blower”) grande, aproxime a ponta da bombinha da câmara do espelho. Não enfie lá dentro para não encostar no espelho, nem no obturador caso a bateria acabe e eles fechem (isso bastaria para danifica-los).
5 – Bombeie jatos fortes de ar no sensor e nas laterais da câmara do espelho, faça umas 4 seqüências de 5 bombeadas com uns dois segundos de intervalo entre cada seqüência para deixar a poeira cair.
6 – Desligue a câmera, isso fará o obturador fechar e o espelho abaixar.
7 – Recoloque a objetiva, mas antes aproveite para dar uns jatos de ar no elemento traseiro para tirar qualquer poeira.

OBS – Consulte o manual da sua câmera se não souber ativar o modo de limpeza manual. Use uma bombinha SEM aqueles pelos de pincel na ponta.

Faça novamente o teste. Esse processo funciona quando a poeira não está “grudada”. Em locais com a atmosfera muito úmida a poeira tende a grudar mais, essa a bombinha não tira. Se isso bastou para o seu sensor, ótimo! Mas saiba que um dia não irá bastar e você terá de fazer um dos processos mais “violentos”.
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Os dois métodos seguintes são os únicos que funcionam MESMO, tudo mais que vocês encontrarem por aí ou é baboseira ou variações destes métodos.

SENSOR BRUSH
Uma companhia canadense chamada VisibleDust desenvolveu um método de limpeza fazendo uso de um pincel especial de nylon super fino com alta capacidade de carga eletrostática. Ele deve ser carregado estaticamente usando-se um jato de ar (pode ser da própria bombinha) e depois passe-o suavemente no sensor. As partículas de poeira grudam no pincel. Novo jato de ar no pincel para limpar e carregar e mais uma passada.
Recentemente a VisibleDust lançou outros modelos de pincel, inclusive um rotativo que dispensa o jato de ar para carregar eletrostaticamente. Também lançou outras substâncias para “limpeza molhada” que será tratada no próximo tópico.
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Prós:  Funciona em 95% dos casos, é pouco intrusivo, impossível de causar algum problema. Não se gasta mais nada e dura “para sempre”.
Contras: Não é fácil de encontrar em lojas no Brasil (mas o fabricante manda e algumas pessoas importam). É o pincel mais caro do mundo (um kit pequeno sai por quase 100 dólares). Alguns (raros) grãos de poeira grudam MESMO no sensor, esses o pincel não tira.
Fabricante: www.visibledust.comOnde comprar no Brasil: www.fotoworld.com.br

COPPER HILL METHOD
É o “método molhado” original, o mesmo usado pelos fabricantes em suas oficinas (mas eles fazem malfeito). Nesse método o usuário faz uso de pedaços de tecido especial (que não soltam fibras e não arranham) chamados “pecpads” presos na ponta de uma haste ou espátula flexível. O produto pronto é comercializado sob o nome de “Sensor Swabs”, mas muitos usuários fazem os seus. Pinga-se duas gotas de “Eclipse” (uma solução especial de metanol) no pecpad e passa-se no sensor num movimento contínuo, sem forçar. Não se pinga o Eclipse no sensor, somente no pecpad. O Eclipse evapora tão rápido que você nem consegue vê-lo no sensor. Na verdade o que estamos limpando não é exatamente o sensor, mas o filtro “lowpass” que fica sobre ele.
Faça duas passadas, uma para um lado e outra para o outro, garantindo usar os lados diferentes da espátula/SensorSwab.

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Faça uma nova foto de teste e, se necessário, nova limpeza com uma nova espátula/SensorSwab. É comum termos que fazer 2 ou 3 limpezas seguidas.
Recentemente o fabricante do Eclipse lançou uma variação do produto chamado E2 que alega ser próprio para os novos modelos de câmeras nos quais o Eclipse original poderia causar algum dano no revestimento. Outros fabricantes lançaram suas versões de soluções e espátulas, inclusive a VisibleDust.

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Prós: Esse método remove 100% da poeira, mesmo os grãos mais grudados. Existem algumas lojas que vendem esse material no Brasil, a maioria em São Paulo, mas mandam para todo o Brasil.
Contras: É um método extremamente intrusivo, envolve líquidos e “esfregar” o sensor. Se você não tiver um mínimo de habilidade manual, delicadeza e bom senso, PENSE BEM antes de tentar. O Eclipse é tóxico e volátil, manuseie com cuidado.
A própria VisibleDust (do Sensor Brush) comercializa uma versão destes produtos chamada de “Sensor Clean”.
Lojas que vendem no Brasil:
Eclipse, Pec-pads e Sensor Swabs: www.casadorestaurador.com.br é bom ver o telefone e ligar para lá, no site não consta.
Pec-Pads e produtos de limpeza molhada da VisibleDust: www.fotoworld.com.br

Últimas observações:
1) Se você vê a poeira ou fiapos olhando pelo “viewfinder” ela não está no sensor da sua câmera, provavelmente está no espelho ou na “focus screen” logo acima deste. Umas jateadas de ar neles com a bombinha devem resolver.
Leia mais na publicação original em: http://blog.geraldogarcia.com/index.php/2009/04/limpeza-de-sensores-em-cameras-dslr/#ixzz2RnYkPVY9


 O pessoal do Lens Rentals criou esse ótimo vídeo-tutoria demostrando a forma correta de limpar o sensor:


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